sexta-feira, 18 de março de 2016

Poesia - O colibri e a flor


Voando nas asas azuis da graciosidade.
Pairando nos jardins e sobre as flores,
Belo colibri, isento da gravidade,
A todas falava do amor... e de amores.

À pequenina ave que Deus contemplou
Com asas invisíveis, muito ligeirinhas,
Uma rosa bonita de perto olhou
(Tudo assistido pelas outras florzinhas).

Tamanha amizade entre ambos aflorou
Que o Sol, mais do alto, os abençoou.
Dizem que até hoje todos os jardineiros

Ao aproximar-se dos jardins um beija-flor
Olham para cima e sentem verdadeiros,
Das rosas, menos o perfume, mais o rubor.

                *     *     *

Jardins e flores.
Mediunidade e médiuns.
É mais fácil encontrar uma planta sem flor do que um ser humano sem mediunidade.
Assim como as flores remontam ao início do mundo, também desde o início da evolução o homem já era médium.
As flores são, segundo a botânica, os continentes dos órgãos reprodutores da planta.  Em seu delicado interior está implantado sábio e meigo sistema de continuidade de vida dos vegetais.
Nas flores, suas cores, múltiplas, incontáveis, puras e maravilhosas, refletem o mesmo que as mediunidades exercidas com o Evangelho.
Já os vários perfumes das flores, que a tantos agradam, juntamente com as delicadas aparências, travestidas de matizes que só Deus poderia lhes imprimir, podem, no âmbito  do Espiritismo, ser comparáveis às mediunidades bem aplicadas, promovendo o Bem;  cada boa ação a benefício do próximo, tem cores próprias e exala o inigualável perfume do Amor!
Os botânicos dedicam seus melhores esforços na pesquisa das flores, e isso há já muito tempo.  Também a nós outros, contemplados pelo farol kardequiano, prudente será divisar a melhor aplicação das possibilidades que o Grande Jardineiro — Jesus —, nos haja confiado.   E isso, mediunidade a mediunidade, médium a médium.
Os jardins agrupam flores.
Os Centros Espíritas agrupam médiuns.
Os meigos colibris e beija-flores (que por falta de melhor expressão poética auxiliam-me no simbolismo da poesia que dou como presente a todos os irmãos e irmãs) representam os bons e iluminados Protetores que visitam os grupos mediúnicos.  Tais grupos, vistos do Plano Maior, são quais jardins, tendo os médiuns por jardineiros, e as flores por caridade mediúnica, cujo perfume espiritual sensibiliza, com sua meiguice, um irmão na dor.
Um doente, encarnado ou desencarnado, que é atendido em razão da mediunidade, ou das mediunidades, sente a mesma alegria e o mesmo encanto de quem recebe flores como presente.

(Mensagem do Espírito Josué, psicografia do médium E.Kühl, livro "Âncoras de Luz", 2003, LEB, Bagé/RS - edição esgotada)  

O livro "Âncoras de Luz" está em e-book grátis, neste mesmo blog; clicar na seção "Livros".
                                                                                            

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